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A importância do exercício físico para os idosos

O sedentarismo é comportamento de risco para diversas doenças em qualquer idade, mas na velhice é determinante para o número de mortes por quedas. O idoso ativo reage muito melhor a uma queda que o sedentário. Ao praticar exercícios físicos, não apenas a expectativa de vida aumenta, como a força, o equilíbrio e a potência (velocidade) do corpo melhoram significativamente. Além de aumentar a segurança e a autoestima, claro.

Pilates e variações de dança são bons exemplos de atividade para alcançar esse condicionamento físico na terceira idade e lutar contra o processo natural e fisiológico do envelhecimento. A força muscular diminui a partir dos 30 anos e o idoso está mais propenso a quedas pela idade em si, mas se ele é sedentário, a consequência pode ser fatal. Fisioterapeutas explicam que o sedentarismo opera numa reação em cadeia: quanto mais a pessoa cai, mais tem medo de se movimentar. E aí o sistema articular fica prejudicado, bem como o equilíbrio, a resistência e os reflexos. Se o indivíduo fica acamado, por exemplo, são em média 3 dias para recuperar os movimentos. 

Idosos são mais predispostos a quedas

A morte por queda nem sempre consta nos obituários, mas frequentemente é o que predispõe à parada respiratória ou à infecção hospitalar - registradas como causas finais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 35% dos idosos com mais de 65 anos sofrem quedas anuais e essa proporção sobe para até 42% quando se fala dos que estão acima dos 70 anos. As mortes por queda na terceira idade podem chegar a alarmantes 40%, fora a percentagem que morre depois de 1 ano do acidente. 

A queda é um problema de saúde pública e precisa ser menos negligenciada, é uma epidemia e uma realidade tanto para ativos quanto para sedentários. Normalmente acontece dentro de casa, mas também é causada pelas condições de qualquer ambiente, como calçadas sem manutenção, falta de acessibilidade e iluminação ou móveis mal dispostos, que atrapalham a plena mobilidade.

A atividade ideal para o idoso

Antes de partir para qualquer atividade é preciso antes receber orientação médica. Se não houver contraindicações, como questões neurológicas e hipertensão, por exemplo, o ideal é que os exercícios indicados trabalhem a força, o equilíbrio e a potência - a tríade mágica da vitalidade. Levando em conta, claro, o prazer do idoso. O Ballet é um bom começo, pois além de trabalhar força e equilíbrio, exercita a atenção e a cognição por meio da música, desenvolvendo também a disciplina. Já o pilates fortalece os membros inferiores, trabalhando além do equilíbrio, a estabilidade, a flexibilidade, a resistência e, finalmente, a força.

O profissional também deve encaminhar o idoso para um bom nutricionista e fisioterapeuta ou ortopedista. A boa alimentação aliada à prática contínua de atividades físicas é a velha receita da longevidade e qualidade de vida. Não há idade para começar a viver bem!

Fonte: Medical Site

18 de Julho de 2019