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Julho Amarelo: a guerra contra o câncer ósseo

Tumores ósseos podem atingir qualquer osso do corpo, mas são mais comuns em ossos longos, como os dos braços, pernas, coluna e bacia. Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), esse tipo de tumor representa 1% das patologias oncológicas no Brasil e 10% dos pacientes com câncer em geral acabam apresentando metástase óssea. E as metástases ósseas estão entre as maiores causas de dores crônicas neste tipo de paciente.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), há quase 600 mil novos casos de câncer no Brasil e mais de 200 mil mortes desde 2018. Entre os que ainda padecem, 70% relatam dores crônicas provocadas pela doença. Entre os sintomas mais comuns estão dor nos ossos, inchaço e sensibilidade na área afetada, ossos quebradiços, fadiga, perda de peso e febre.

De acordo com especialistas, essas dores costumam ser negligenciadas por profissionais da saúde: Ou os remédios não oferecem alívio ou os efeitos colaterais desses medicamentos são fortes demais. É natural que o câncer em si tenha mais foco, mas os efeitos que ele provoca também são importantes.

Os pacientes que sofrem com dores relacionadas ao câncer devem ser tratados por um especialista em dor, pois não necessariamente a dor é um sintoma de câncer. Esse tipo de médico interfere no sintoma com procedimentos direcionados e não invasivos. Os métodos variam conforme a localização e a intensidade do incômodo e o paciente tem alta no mesmo dia, sem necessidade de internação. Conviver com dor, além do próprio câncer pode ser muito desgastante. 

O problema é que pouca gente já ouviu falar da Medicina Intervencionista da Dor. Afinal, o que é isso? Trata-se de uma área médica cujos diagnósticos e tratamentos estão voltados para pacientes com dores crônicas, ainda que não sejam pacientes de doenças oncológicas. Mas os que sofrem com o câncer também são beneficiados, tanto na qualidade quanto no aumento do tempo de vida. 

O Julho Amarelo foi escolhido para conscientizar a população sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce para um tratamento mais rápido e efetivo. Raramente tumores ósseos são fatais, mas podem ser perigosos e merecem tratamento adequado. 

Fonte: Medical Site

25 de Julho de 2019